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| Noticiário
da FAEAL/SENAR - semana de 7/04/2002 a 13/04/2002 |
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Noticiários Anteriores
SETOR PRIVADO PEDE R$ 25 BILHÕES PARA FINANCIAR
A SAFRA 2002/2003
A
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização
das Cooperativas Brasileiras (OCB) pediram, no último dia 10,
em reunião na CNA, ao Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Marcus Vinicius Pratini de Moraes, a alocação de R$ 25 bilhões
para o financiamento de custeio e comercialização da safra 2002/2003,
que deverá superar 100 milhões de toneladas.
Outra reivindicação incluída
na proposta do setor privado para o Plano Agrícola e Pecuário
para a próxima safra é quanto a redução da taxa de juros para
os recursos controlados do crédito rural, atualmente prefixados
em 8,75% ao ano. Segundo o presidente da Comissão Nacional de
Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, João Bosco Umbelino dos
Santos, "no passado, os recursos chegaram a atingir mais de
R$ 48 bilhões, mas acabaram caindo para apenas R$ 16,6 bilhões,
em 2002, conforme previsão do Governo.
Além do mais, os recursos aplicados
pelos bancos cooperativos, na ordem de R$ 240 milhões, foram
destinados a mini e pequenos produtores, na safra 2001/2002.
O setor agropecuário quer, ainda, o realinhamento dos preços
mínimos, considerando a evolução dos custos de produção para
os produtos de mercado interno e de exportação, com base na
paridade dos preços internacionais.
Outra sugestão considerada fundamental por João Bosco é a criação
de um seguro de renda agropecuária, pois contribuiria para estabilizar
a remuneração do setor rural. Para tanto, o Governo deverá incentivar
as seguradoras privadas a ingressarem nesta modalidade de seguro
por meio da alocação de recursos oficiais no Fundo de Estabilidade
do Seguro Rural. Para tornar o seguro privado mais atraente
aos produtores, será preciso reduzir o custo do prêmio mediante
subsídio do Tesouro Nacional.
AGROPECUÁRIA BRASILEIRA - QUEM MAIS EMPREGA NO BRASIL
O setor agropecuário brasileiro
contribui com cerca de 7,6% na formação do Produto Interno Bruto
(PIB), o que corresponde a R$ 86 bilhões em valores de 2000.
Utilizando-se o atual conceito de agribusiness, - que considera
desde o produto primário até sua industrialização e comercialização,
incluindo os setores fornecedores de insumos, máquinas e implementos
-, a geração de renda do setor eleva-se para cerca de 27% do
PIB, ou seja, perto de R$ 306,86 bilhões.
A atividade rural emprega cerca
de 24% de toda população economicamente ativa, pouco mais de
16,6 milhões de trabalhadores. Hoje, é o segmento que mais emprega
no Brasil. O desempenho da agricultura, isoladamente, pode ser
avaliado pelas safras de grãos, especialmente de soja, milho,
arroz, feijão e trigo, com volumes da ordem de 80 milhões de
toneladas/ano.
A produção de carnes, em torno
de 15 milhões de toneladas/ano, também tem sua participação
expressiva no PIB. São produzidos, por ano, perto de 6,8 milhões
de toneladas de carne bovina; 6,3 milhões de toneladas de carne
de frango; e 2 milhões de toneladas de carne suína.
Outras culturas expressivas, das quais o Brasil lidera a produção
mundial, são a cana-de-açúcar, com 339 milhões de toneladas;
frutas cítricas, com 32 milhões de toneladas; e café, com mais
de 27,5 milhões de sacas. A esse conjunto soma-se, ainda, a
produção florestal - principalmente madeira e carvão vegetal-
e o setor de pescados, responsáveis por uma receita anual superior
a R$ 4 bilhões.
A agropecuária tem ampliado,
de maneira substancial, sua participação na pauta de exportações
do país, proporcionando uma receita cambial em torno de US$
19 bilhões por ano, o que representa 33% das vendas externas
brasileiras ao exterior. O setor agropecuário registra, atualmente,
um superávit na balança comercial de cerca de US$ 14,5 bilhões/ano,
sendo o único setor da economia a apresentar resultado positivo
num período recente, o que atesta sua competitividade e importância
na geração de divisas para o País.
REUNIÃO
Será realizada no Sindicato do
Leite de Alagoas, no Parque da Pecuária, no próximo dia 15,
segunda-feira, às 8:00h, com a presença desta Federação, reunião
entre os produtores de leite e o Sindicato das Indústrias de
Laticínios/AL, para discutir o problema do preço do leite. Convidamos
os companheiros produtores para se fazerem presentes.
INDICATIVO
DE PREÇOS - semana de 7/04/2002 a 13/04/2002
Fontes de informação - Associação dos Criadores de Alagoas,
Mafrip's, Sindicato do Leite de Alagoas, Agronal, Prococo, Sococo,
Granja Carnaúba e Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool/AL.
| DESCRIÇÃO |
UN.
|
PREÇO
(R$)
|
DESCRIÇÃO |
UN.
|
PREÇO
(R$) |
| BOI
GORDO |
Arroba |
DE
50,00 a 52,00 |
MILHO
(60 kg) |
SC |
DE
16,20 a 17,00 |
| VACA
PARA ABATE |
Arroba |
DE
46,00 a 48,00 |
MANDIOCA |
Ton.
|
DE
40,00 a 45,00 |
| PORCO |
Arroba |
DE
38,00 a 40,00 |
ALGODÃO
CAROÇO (30kg) |
SC
|
DE
9,00 a 10,00 |
| FRANGO
VIVO |
Quilo |
DE
1,35 a 1,40 |
ALGODÃO
FARELO (50kg) |
SC
|
DE
14, 00 a 15,00 |
| LEITE |
Litro |
0,34
(preço básico) |
COCO |
Um
Kg |
0,25
a 0,32
0,50 a 0,54
|
| OVO
TIPO EXTRA |
Caixa |
36,00 |
SOJA
(50 kg) |
SC |
32,00
a 33,00 |
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CANA-DE-AÇÚCAR
- Preço líquido final de 1 KG de ATR, (Março/2002)
EM R$: |
R$
0,2278 |
Matéria
publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 14.04.2002
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