Noticiário da FAEAL/SENAR - 15/06/2003 a 21/06/2003


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PARA CNA, PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO 2003/2004 É POSITIVO, MAS NÃO ATENDE A DEMANDA DE CRÉDITO DO SETOR RURAL

O presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, considerou positivo para o setor agropecuário brasileiro a decisão do Governo de liberar R$ 32,5 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2003/2004. Ainda assim, ressaltou o dirigente, o volume total de recursos para custeio e investimento ficou abaixo do que foi solicitado pelo setor privado, conforme proposta encaminhada no começo de maio ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que indicava a necessidade de R$ 44 bilhões para financiar a próxima safra. A manutenção dos juros das linhas de crédito agrícola com recursos controlados na faixa de 8,75% ao ano foi outra decisão anunciada hoje pelo Governo e considerada bastante importante para o setor. No ano passado, a oferta oficial de crédito rural foi de R$ 25,866 bilhões.

O presidente da CNA argumenta que o setor privado havia solicitado maior volume de crédito devido à expectativa de ampliação da área plantada e aumento acumulado dos preços dos insumos desde o ano passado. De março de 2002 a fevereiro deste ano, os insumos agrícolas foram reajustados, em média, em 40%. Os tratores ficaram 73% mais caros no período. Para atender o aumento da demanda interna por alimentos (impulsionada pela implantação do Programa Fome Zero), a área plantada deverá saltar de 43,37 milhões de hectares, na safra passada; para 46,91 milhões de hectares, no novo ano agrícola. Na prática, serão 3,53 milhões de novos hectares de lavouras, exigindo maior volume de recursos para o plantio, avalia a CNA. O presidente da CNA argumenta que o produtor rural brasileiro terá de multiplicar por quatro cada real obtido para custeio e investimento, ao lembrar que o volume de crédito disponível será de R$ 32,5 bilhões e o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária deve ultrapassar a marca de R$ 120 bilhões este ano. “Na União Européia, a relação entre crédito e produção é de um para um”, diz Antônio Ernesto de Salvo, citando o exemplo para demonstrar o grau de protecionismo adotado em outros países e que prejudica a competitividade do agronegócio brasileiro. É certo, porém, ajustes nos tetos de financiamento em várias linhas de crédito, como sugerido pelo setor privado, ajudarão a agricultura a apresentar melhores resultados este ano, garantido qualidade no abastecimento interno e excedente para exportações. O limite de financiamento para custeio da lavoura de milho, por exemplo, subiu de R$ 250 mil para R$ 400 mil por produtor. Outro destaque foi a destinação de R$ 2 bilhões para o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

VISITA TÉCNICA À PETROLINA/PE

O SENAR e a Federação da Agricultura promoveram, no período de 15 a 17 do corrente, uma visita técnica à Petrolina/PE, com o objetivo de verificar, in loco, a tecnologia utilizada nas áreas de fruticultura irrigada e de aproveitamento de pastagem na caatinga. Na oportunidade, foram visitadas, também, as instalações da Associação dos Exportadores do Vale do S. Francisco (Valexport), Indústria de Envazamento de Água de Coco (Amacoco), a Codevasf – onde o grupo participou de uma palestra técnica sobre os Projetos Irrigados do Vale do S. Francisco; a Fazenda Agrolucar, que produz uva e manga e a Vitivinícola Garzieira. Participaram dessa visita, além de presidentes e diretores do SENAR, da Federação e dos Sindicatos filiados, presidentes e diretores da CPLA, Sindileite, ACA, Prococo, Asplemi, Associação dos Criadores de Girolando, produtores rurais e um técnico da Secretaria de Agricultura, representando o Governo do Estado.


INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 15/06/2003 a 21/06/2003)

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 56,00 a 60,00 MILHO (60 kg) SC DE 36,00 a 37,00
VACA PARA ABATE Arroba DE 50,00 a 52,00 MANDIOCA Ton. 300,00
PORCO Arroba DE 44,00 a 45,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 20,00 a 21,00
OVINO Quilo DE 4,50 a 5,00      
FRANGO VIVO Quilo DE 1,95 a 2,00 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE 29,00 a 30,00
LEITE Litro  0,40 (preço básico) apartir de 01/maio/03  COCO Um Kg

0,30 a 0,35
0,50 a 0,60

OVO TIPO EXTRA Caixa 54,00 FARELO DE SOJA (50 kg) SC 40,00 a 41,00
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO FINAL DE 1 KG DE ATR (MAIO/2003) EM R$: R$ 0,3184
:

Fontes de informação - ACA, CPLA, Prococo, Granja Carnaúba, Sindaçúcar/AL e Rações Nordeste.

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 22 de Junho de 2003