Noticiário da FAEAL/SENAR - 16/03/2003 a 22/03/2003


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CONVITE PARA PALESTRA

A Associação dos Criadores de Alagoas, através de seu presidente Álvaro Vasconcelos, convida todos os presidentes de Associações e Sindicatos do setor, técnicos, agrônomos, veterinários e demais interessados para participarem amanhã, dia 24, às 9 horas no auditório do Centro de Treinamento da Federação da Agricultura, na Rua Dr. Rocha Cavalcante, 181 – Jaraguá, nesta Capital, das palestras que serão proferidas pelos Drs. Carlos Eduardo Alves e Manoel Montenegro, prefeito da cidade de Natal/RN e delegado do Ministério da Agricultura/RN, respectivamente. A discussão se prenderá à perspectiva da agropecuária alagoana, com base nas experiências colocadas em prática naquele Estado.

"SEMINÁRIO “FORTALECIMENTO DA MÃO-DE-OBRA NO MEIO RURAL”

Foi realizado no último dia 19, dando continuidade ao Seminário “Ação e Emprego”, promovido pela Secretaria do Trabalho em conjunto com as entidades representantes do setor produtivo de Alagoas, o Seminário “Fortalecimento da Intermediação de Mão-de-Obra”. O evento contou com a presença do Secretário da Agricultura, Dr. Reinaldo Falcão, um dos palestrastes; a diretora de Intermediação de Mão-de-Obra do SINE/AL, Dra. Josiméa Barros Pino, o diretor de qualificação da Secretaria do Trabalho, Dr. Antônio Carlos dos Santos, diretores de entidades ligadas ao setor, presidentes, diretores e técnicos dos Sindicatos Rurais e das usinas de açúcar.

MÁRIO AGRA É EMPOSSADO NA SUPERINTENDÊNCIA DO INCRA/AL

A Federação da Agricultura, na pessoa do seu presidente, Álvaro Almeida, esteve presente na posse do Dr. Mário Agra à frente da superintendência do Incra/AL, acontecida no último dia 21, às 10 horas no auditório da OAB/AL. Na oportunidade, além de várias autoridades do Estado e políticos, se fizeram presentes, representando o setor, Dr. Álvaro Vasconcelos, presidente da Associação dos Criadores; Dr. Antônio Rosário, diretor técnico da Asplana e Dr. Cristóvão Oiticica, representando os empresários do açúcar, ficando demonstrada a disposição do setor em participar das discussões referente à reforma agrária em Alagoas.

MST PÕE GOVERNO EM ALERTA

A tensão no campo aumenta à medida que abril se aproxima. É o mês em que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) promove uma série de manifestações pela reforma agrária e relembra o massacre de 19 agricultores em Eldorado de Carajás (PA), ocorrido em 1996. A situação se agravou depois que o governo federal decidiu manter em vigor a medida provisória que criminaliza ocupações de terra e impede por dois anos a vistoria e desapropriação de áreas invadidas. A MP 2.027 foi editada em maio de 2000 por Fernando Henrique Cardoso. ‘‘O governo não tem um projeto de mudança da MP para agora. Faremos tudo sem surpresa, num ambiente aberto de diálogo com todas as entidades, inclusive com a CNA (Confederação Nacional da Agricultura)’’, disse, em entrevista ao Correio, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, frustrando as expectativas do MST. Rossetto vive um dilema e não disfarça o constrangimento ao tratar do assunto. ‘‘Sou amigo de várias lideranças do MST e isso é motivo de orgulho para mim.’’ No dia 18, depois de uma reunião no Palácio do Planalto que durou quatro horas e meia, o MST saiu do encontro dizendo que vai manter as invasões e o governo afirmou que não muda neste momento a medida. No entanto, os dois lados insistiram na manutenção do diálogo sobre a reforma agrária. O tema principal da reunião, com a participação de três ministros — Miguel Rossetto, Luiz Dulci (Secretaria Geral) e José Dirceu (Casa Civil) — e de cinco coordenadores nacionais do MST, foi o plano nacional de reforma agrária, a ser incluído no Plano Plurianual (PPA) 2004/2007. Se depender dos grandes fazendeiros, a medida vigorará até o último dia do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da CNA, Antônio Ernesto de Salvo, considera que revogar a medida desgastaria Lula. ‘‘Essa MP apenas impede que se beneficie o infrator da lei, ao se vistoriar o objeto de sua invasão. Em relação ao assunto, o presidente da Federação da Agricultura, Álvaro Almeida, disse: “O governo que deseja o aumento da produção no setor primário, fator imprescindível para o sucesso do programa “Fome Zero”, não pode e nem deve permitir a volta do vandalismo e a truculência no campo. Quem quer terra para produzir não saqueia nem destrói o que está plantado”, concluiu o presidente.


INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 16/03/2003 a 22/03/2003)

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 60,00 a 62,00 MILHO (60 kg) SC DE 33,00 a 34,00
VACA PARA ABATE Arroba DE 56,00 a 57,00 MANDIOCA Ton. DE 248,00 a 250,00
PORCO Arroba DE 53,00 a 54,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 25,00 a 26,00
OVINO Quilo DE 4,50 a 5,00      
FRANGO VIVO Quilo DE 2,30 a 2,35 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE 33,50 a 34,00
LEITE Litro  0,40 (preço básico) apartir de 01 de janeiro de 2003  COCO Um Kg

0,40 a 0,45
0,60 a 0,78

OVO TIPO EXTRA Caixa 53,00 FARELO DE SOJA (50 kg) SC 48,00 a 50,00
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO FINAL DE 1 KG DE ATR (FEVEREIRO/2003) EM R$: R$ 0,3121

Fontes de informação – ACA, CPLA, Prococo, Granja Carnaúba e Sindaçúcar/AL.

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 23 de março de 2002