Noticiário da FAEAL/SENAR - 23/02/2003 a 09/03/2003


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AUDIÊNCIA COM O DELEGADO DO TRABALHO

Os diretores da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas – FAEAL e do Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas – Sindaçúcar, serão recebidos, no próximo dia 10 de março, às 11 horas, pelo Dr. Ricardo Coelho, Delegado do Trabalho em Alagoas. Na oportunidade serão tratados assuntos relevantes de interesse do setor e daquele órgão.

FRENTE PARLAMENTAR QUER RENEGOCIAR DÍVIDAS RURAIS

A votação da Medida Provisória 77, que trata da renegociação de dívidas dos produtores rurais e está obstruindo a pauta do Congresso Nacional, deve ser a prioridade da nova diretoria da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária, eleita no dia 26 de fevereiro passado. O deputado federal Ronaldo Caiado (PFL/GO) foi escolhido o presidente do grupo, e Dilceu Sperafico (PPB/PR), o vice. Os deputados querem a inclusão no texto do chamado Pesinha, ou seja, a renegociação das parcelas atrasadas do Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa). A idéia é que aqueles que não tenham conseguido honrar as prestações anteriores parcelem o valor e dividam por 20 anos. A proposta visa a colocar em igualdade os produtores que renegociaram as dívidas em épocas diferentes. Antes, os juros eram o IGP-DI pleno; hoje têm um teto de 9,5%. "Quem fez o Pesa primeiro foi penalizado com o reajuste ilimitado", diz Caiado. O prazo para a quitação dos débitos encerrava-se em 31 de março, mas deverá ser prorrogado, pois a MP ainda não foi votada. Outra proposta é a regulamentação das dívidas do Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (Procera), segundo a renegociação, crédito tomado de forma associativa poderia ser pago individualmente, sem perda ao mutuário.

FÓRUM QUER NEGOCIAÇÃO GLOBAL MAIS AGRESSIVA DAS CADEIAS DO AGRONEGÓCIO COM A ALCA E MERCOSUL-UE

O Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacionais, integrado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira do Agribusiness (Abag) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), solicitou ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, uma negociação global mais agressiva de todas as cadeias do agronegócio - bens agrícolas e seus insumos -, a eliminação imediata dos subsídios domésticos à exportação, além do cumprimento dos prazos de oferta nas negociações agrícolas da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e do Acordo Mercosul-União Européia. Segundo o coordenador-geral do Fórum e vice-presidente da CNA, Gilman Viana Rodrigues, o Fórum não aceita apenas a redução de tarifas e o acesso a mercados, sem a eliminação imediata dos subsídios e o disciplinamento das medidas distorcivas. Considera uma condição tanto para a ALCA quanto para a UE. O Mercosul tem prazo até o próximo dia 15 de fevereiro para apresentar sua proposta inicial nas negociações da ALCA e até o dia 28 de fevereiro para encaminhar a oferta revisada aos negociadores da UE. Outros pontos apresentados pelo Fórum aos ministérios de Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Certeza de que a competitividade das cadeias do agronegócio será altamente beneficiada pelas oportunidades de acesso a novos mercados nos 34 países incluídos na ALCA. Defesa de oferta ofensiva na área de bens agrícolas, credenciando os países do Mercosul a pedir reciprocidade na abertura dos mercados agrícolas de outros países. Desgravação de todas as 967 posições tarifárias da agricultura. Vinculação entre a oferta de desgravação tarifária agrícola e a eliminação de subsídios como medidas de apoio interno, créditos, garantias e seguros de crédito às exportações e ajuda alimentar, assim como o fim de medidas sanitárias e fitossanitárias injustificadas e barreiras tarifárias restritivas ao comércio. Proposta conjunta do Mercosul, sem prejuízos a nenhum segmento do agronegócio brasileiro, como o sucroalcooleiro. Oferta de desgravação imediata, mediante reciprocidade dos demais parceiros da ALCA.

CURSOS – CONVÊNIO SENAR/SEBRAE (26 turmas) - Período: 10 a 14/03/2003
Apicultura, em Cacimbinhas, Palmeira dos Índios e S. Luiz do Quitunde; Cultura da Mandioca, em Atalaia e Coruripe; Fruticultura, em Palmeira dos Índios e Coruripe; Agricultura Orgânica, em Delmiro Gouveia, Maceió, Porto Real do Colégio, Arapiraca e Coité do Noia; Ovinocultura, em Arapiraca, Atalaia e Jacaré dos Homens; Bovinocultura de Leite, em Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Mata Grande, Pão e Estrela de Alagoas; Turismo Rural, em Marechal Deodoro; Horticultura Básica, em Arapiraca, Palestina, e Santana do Ipanema; Artesanato (palha de bananeira), em Junqueiro e Maribondo.

INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 23/02/2003 a 09/03/2003)

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 60,00 a 62,00 MILHO (60 kg) SC DE 28,00 a 30,00
VACA PARA ABATE Arroba DE 55,00 a 57,00 MANDIOCA Ton. DE 180,00 a 200,00
PORCO Arroba DE 52,00 a 53,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 25,00 a 26,00
OVINO Quilo DE 4,50 a 4,60      
FRANGO VIVO Quilo DE 1,35 a 1,40 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE 33,50 a 34,00
LEITE Litro  0,40 (preço básico) apartir de 01 de janeiro de 2003  COCO Um Kg

0,40 a 0,50
0,73 a 0,85

OVO TIPO EXTRA Caixa 52,00 FARELO DE SOJA (50 kg) SC 44,00 a 46,00
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO FINAL DE 1 KG DE ATR (JANEIRO/2003) EM R$: R$ 0,3049

Fontes de informação - Associação dos Criadores de Alagoas, Sindicato do Leite de Alagoas, Agronal, Prococo, Sococo, Granja Carnaúba e Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool/AL.

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 10 de março de 2002