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CICLO
DE PALESTRAS ATINGE OBJETIVOS
Encerrou-se,
no último dia 17, tendo como convidado o candidato Fernando
Collor de Melo, o ciclo de palestras com os candidatos ao governo
do nosso Estado, para que os mesmos apresentassem seu plano
de governo e recebessem propostas da classe para o setor agropecuário.
A palestra contou com a presença de 142 pessoas, entre
elas, todos os presidentes e diretores de sindicatos dos produtores
rurais, filiados ao Sistema CNA, representando 33 municípios
de diversas regiões do Estado, presidentes e diretores
de associações e cooperativas. Na oportunidade,
Collor apresentou várias propostas para a agropecuária,
como por exemplo, que, eleito, caberá ao setor indicar
três nomes, dos quais, um deles será nomeado secretário
da agricultura; incentivos à produção,
garantia de segurança no campo, reforma agrária
sem “bagunça agrária”, respeitando,
principalmente, o direito de propriedade; distribuição
de sementes, programa de leite beneficiando todos os municípios
do Estado, liberação do ICMS como pleiteiam os
plantadores de cana, reestruturação da Secretaria
de Agricultura, etc. O ciclo de palestras teve início
no dia 26 de agosto. Por ordem de sorteio, o primeiro candidato
à apresentar as suas propostas para a agropecuária,
foi Judson Cabral; o segundo, Geraldo Sampaio; o terceiro, RONALDO
LESSA, que não compareceu à palestra, previamente
agendada para o dia 13, através do Ofício nº
252/02 – GG, datado de 23 de agosto/02, demonstrando,
mais uma vez, falta de atenção e respeito à
categoria que mais emprega e que mais contribui para o desenvolvimento
social e econômico do Estado e, o último a se apresentar,
foi Fernando Collor de Melo. O que os produtores querem do próximo
governador é, principalmente, participar das decisões
do governo sobre o setor agropecuário. O ciclo de palestras
é a demonstração de amadurecimento e organização
do setor. “Queremos ser ouvidos”, resume o presidente
Álvaro Almeida.
DECLARAÇÃO
DE IMPOSTO TERRITORIAL RURAL – DITR/2002
A
Federação da Agricultura e Pecuária do
Estado de Alagoas - FAEAL, lembra a todos os proprietários
de imóveis rurais – Pessoas Física e Jurídica
– que o prazo para apresentação da declaração
do Imposto Territorial Rural – ITR/2002, junto à
Receita Federal, será encerrado no dia 30 de setembro/2002.
Estamos disponibilizando aos produtores rurais de Alagoas o
preenchimento da declaração, sem qualquer ônus,
em nossa sede, na Rua Barão de Jaraguá, 247 –
Jaraguá, nesta Capital. Fone: (82) 221-9880.
SETOR
SUCROALCOOLEIRO PEDE AO GOVERNO A VOLTA DA REPRESENTAÇÃO
PRIVADA NA ESTRUTURA DO CIMA
O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar
da Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA), Edson Ustulin, entregou, no último dia
12, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
Pratini de Moraes, o pedido de criação de um Comitê
Consultivo para incluir o setor sucroalcooleiro na estrutura
de representação do Conselho Interministerial
do Açúcar e do Álcool (Cima). Pela proposta,
o comitê terá a função de propor
e encaminhar ao Conselho do Cima as políticas para o
setor. Caberá ainda ao comitê a análise
e opinião sobre matérias específicas como
a oferta e demanda de cana-de-açúcar, açúcar,
álcool e outros subprodutos da cana. Passados dois anos
da reformulação na composição do
conselho, o processo decisório das políticas para
o setor foi agilizado, mas a nova organização
ainda não contemplou um fórum formal de participação
do setor privado para auxiliar na formulação de
políticas e estratégias de comercialização
e produção canavieiras. Com a alteração
do Cima, foram extintos os comitês Executivo, Consultivo,
a Câmara Técnica e o subgrupo de Comercialização,
além de excluídos três ministérios
(Orçamento, Planejamento e Gestão; Meio Ambiente;
e Relações Exteriores) e a Casa Civil da Presidência
da República. Fazem parte do Cima os ministérios
de Minas e Energia; Fazenda; Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior; e Agricultura, Pecuária e
Abastecimento; “O setor produtivo não pode ficar
de fora de decisões políticas tão importantes
para o País como as relacionadas à agroindústria
canavieira”, diz Edson Ustulin. “O Brasil tem que
assumir o papel de liderança mundial no setor sucroalcooleiro.
E, para isso, as políticas nacionais deverão estar
respaldadas por toda a cadeia produtiva”. Segundo ele,
a participação do setor privado dará um
“diagnóstico mais preciso” do setor, legitimando
as suas decisões. As decisões adotadas pelo Cima
passavam pela análise de uma Câmara Técnica,
formada por 15 especialistas do setor indicados pelo governo,
entidade de classe dos trabalhadores da agroindústria
e industriais e produtores canavieiros.
INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 15 a 21/09/2002)
| DESCRIÇÃO |
UN.
|
PREÇO
(R$)
|
DESCRIÇÃO |
UN.
|
PREÇO
(R$) |
| BOI
GORDO |
Arroba |
DE
49,00 a 51,00 |
MILHO
(60 kg) |
SC |
DE
22,00 a 25,00 |
| VACA
PARA ABATE |
Arroba |
DE
46,00 a 47,00 |
MANDIOCA |
Ton.
|
DE
40,00 a 45,00 |
| PORCO |
Arroba |
DE
43,00 a 44,00 |
ALGODÃO
CAROÇO (30kg) |
SC
|
DE
9,00 a 10,00 |
| OVINO |
Quilo |
DE
4,50 a 4,60 |
|
|
|
| FRANGO
VIVO |
Quilo |
DE
1,70 a 1,80 |
ALGODÃO
FARELO (50kg) |
SC
|
DE
14, 00 a 15,00 |
| LEITE |
Litro |
0,38
(preço básico) |
COCO |
Um
Kg |
0,58
a 0,70
0,80 a 1,00
|
| OVO
TIPO EXTRA |
Caixa |
33,00 |
SOJA
(50 kg) |
SC |
45,00
a 50,00 |
|
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO
FINAL DE 1 KG DE ATR (AGOSTO/2002) EM R$: |
R$
0,2305 |
Matéria
publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 22/09/2002