NOTICIÁRIO DA FAEAL/SENAR - SEMANA DE 14/07/2002 A 20/07/2002


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PALESTRA SOBRE MORMO
Será realizada no próximo dia 22 de julho, às 19:00 horas, no Centro de Treinamento desta Federação, situado na Rua Dr. Rocha Cavalcante, 181, Jaraguá, a palestra Mormo – Um Problema Sanitário, realizada pela Secretaria de Agricultura/AL. A palestra será proferida pelo professor Fernando Leandro, do Departamento de Medicina Veterinária da UFRPE. Convidamos os produtores rurais deste Estado, principalmente os criadores de eqüino. Qualquer informação, através do fone: (82) 336-6098/326-6667.
PROGRAMA DO LEITE
O presidente da Federação da Agricultura viajará para Natal (RN), no próximo dia 22, acompanhado dos secretários da Agricultura e de Ação Social deste Estado e do presidente da Cooperativa de Produção de Leite/AL - CPLA, para tratar dos últimos detalhes da implantação do programa social do governo de Alagoas, denominado Programa do Leite.
I ENCONTRO REGIONAL DE CARROS DE BOI
Será realizado no município de Santana do Ipanema, no Parque de Exposição Agropecuária Izaias Rego, no período de 2 a 4 de agosto de 2002, o I Encontro Regional de Carros de Boi. Qualquer informação, entrar em contato com o senhor Luiz Alves Ribeiro, presidente do referido Sindicato, na Rua Cel. Lucena, s/n – Santana do Ipanema – Alagoas, ou através do fone: (82) 621-1409 – fax: 621-1310. O programa, a partir desta semana, estará à disposição no site desta Federação: www.faeal.org.br
CURTUMES NEGAM REMUNERAÇÃO AO PRODUTOR E PERDEM EGF DO COURO
A linha de financiamento em EGF (Empréstimo do Governo Federal) para a estocagem do couro somente será liberada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, via Poupança Rural do Banco do Brasil, quando os curtumes brasileiros, representados pelo Centro das Indústrias de Curtume do Brasil (CICB), adotarem o sistema de classificação do couro e passarem a remunerar o produtor brasileiro pelas peças fornecidas aos frigoríficos na venda do boi. A decisão foi anunciada no último dia 16, ao presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, pelo ministro Pratini de Moraes, ao tomar conhecimento do rompimento do compromisso acertado entre CICB e CNA, tendo em vista que o pagamento de EGF está diretamente relacionado à existência de um preço mínimo pago pelo produto. No Brasil, os frigoríficos não remuneram o produtor pelo couro, adotando o sistema de comercialização chamado bica corrida, que é a retirada da peça e venda do produto pelo seu peso, independente da qualidade que apresenta. Este sistema desestimula o pecuarista a cuidar do couro do animal, cujos defeitos são ocasionados pela presença de bernes, parasitas, problemas no transporte, uso de pregos e arames farpados nas cercas ou marca a fogo em local inadequado. Sem um sistema de classificação do produto, o preço do couro brasileiro sofre uma desvalorização de quase 50% no mercado dos países concorrentes. Enquanto o preço pago pelo produto brasileiro fica entre US$ 25 e US$ 30, o preço médio obtido pelos demais países produtores, como os Estados Unidos, é de US$ 60. Assim, no total, o prejuízo do setor chega a US$ 1 bilhão por ano. “O Brasil perde, anualmente, mais de 10% do couro encaminhado às indústrias devido aos defeitos do produto”, diz Antenor Nogueira, defendendo a imediata adoção do sistema de classificação elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo esta metodologia, o produtor receberia R$ 7,00 pela pele classificada como C; R$ 11,00 pela pele classificada como B e R$ 14,00 pela pele do tipo A. “Basta uma remuneração, mesmo pequena, ao pecuarista, para que ele ofereça um produto de melhor qualidade”, argumenta o presidente do Fórum. Ele reclama da atitude dos curtumes, “que já haviam se comprometido a remunerar o produtor conforme a classificação da Embrapa”. O País produz, atualmente, 34 milhões de peças de couro por ano, exportando 16 milhões de peças e utilizando 18 milhões no mercado interno.
PREÇO DO LEITE
Será realizada no Sindicato do Leite de Alagoas, no Parque da Pecuária, amanhã, dia 22, às 8:30h, com a presença desta Federação, reunião entre os produtores de leite e o Sindicato das Indústrias de Laticínios/AL, para discutir o problema do preço do leite. Convidamos os companheiros produtores para se fazerem presentes.
INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 14 a 20/07/2002)
Fontes de informação - Associação dos Criadores de Alagoas, Sindicato do Leite de Alagoas, Agronal, Prococo, Sococo, Granja Carnaúba e Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool/AL.

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 46,00 a 47,00 MILHO (60 kg) SC DE 16,20 a 17,00
VACA PARA ABATE Arroba DE 42,00 a 44,00 MANDIOCA Ton. DE 40,00 a 45,00
PORCO Arroba DE 35,00 a 36,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 9,00 a 10,00
OVINO Quilo DE 4,50 a 4,60      
FRANGO VIVO Quilo DE 1,60 a 1,65 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE 14, 00 a 15,00
LEITE Litro  0,36 (preço básico)  COCO Um Kg

0,45 a 0,55
0,70 a 0,85

OVO TIPO EXTRA Caixa 37,00 SOJA (50 kg) SC 32,00 a 33,00
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO FINAL DE 1 KG DE ATR (JUNHO/2002) EM R$: R$ 0,2265

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 21 de julho/2002