NOTICIÁRIO DA FAEAL/SENAR - SEMANA DE 30/06/2002 A 06/07/2002


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PROGRAMA DO LEITE DE ALAGOAS

O governador Ronaldo Lessa assinou, no último dia 2, o Decreto Lei nº 724, que criou o programa social do governo, denominado Programa do Leite. Este programa beneficiará, principalmente, a população mais carente do Estado de Alagoas, produzindo efeitos imediatos na saúde e na educação. Os produtores de leite, que terão a garantia de um preço mínimo justo, poderão manter seus compromissos em dia, aumentar a produção e gerar, ainda mais, empregos no meio rural de Alagoas. A parceria de qualquer governo com o setor foi, é, e será sempre de grande importância para o desenvolvimento do nosso Estado. Esta Federação, em nome dos produtores de leite, parabeniza e agradece ao Excelentíssimo Governador por esta iniciativa. O decreto em referência encontra-se à disposição em nosso site: www.faeal.org.br

CRÉDITO PRESUMIDO

O governador Ronaldo Lessa sancionou, no último dia 3, a Lei nº 6.320, de 3 de julho de 2002, que dispõe sobre a concessão de benefício fiscal aos produtores de cana-de-açúcar. A referida lei encontra-se à disposição em nosso site: www.faeal.org.br.

CNA: RECURSOS SÃO INSUFICIENTES PARA FINANCIAR ATIVIDADE DE R$ 92 BILHÕES DE VALOR DE PRODUÇÃO

Embora reconheça os avanços apresentados pelo Plano Agrícola e Pecuário 2002/2003 anunciado no último dia 3 pelo Governo, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio Ernesto de Salvo, afirma que o volume de recursos de R$ 21,67 bilhões para o financiamento da próxima safra é ainda insuficiente diante da necessidade de um setor cujo valor de produção chega a R$ 92 bilhões. Além deste volume ser muito inferior ao total disponibilizado pelos demais países exportadores de produtos agrícolas aos seus produtores, ele lembra que os juros fixos de 8,75% ao ano são pelo menos o dobro dos juros internacionais, que estão abaixo de 4%. “São diferenças que afetam a nossa competitividade no mercado internacional”, argumenta de Salvo. A proposta encaminhada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pela CNA e OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) previa um volume mínimo de recursos de R$ 25 bilhões e a redução dos juros prefixados para 5,75% ao ano para os recursos controlados de crédito rural.

Para que o novo Plano Agrícola e Pecuário possa ser colocado em prática, efetivamente, Antônio de Salvo chama a atenção para a necessidade de serem eliminados alguns gargalos impostos pelos agentes financeiros na hora de liberar aos produtores os recursos anunciados. Segundo levantamento feito, em maio, pelo Projeto Conhecer da CNA, 93% dos 2.765 produtores comerciais consultados enfrentaram dificuldades de acesso ao crédito rural, sendo que 33% deles consideraram que estes problemas aumentaram no último ano.

Entre os avanços observados pelo presidente da CNA, de Salvo cita o aumento de 26% no volume de recursos previstos pelo novo plano de safra, assim como a correção dos preços mínimos do milho, arroz e algodão e o aumento dos recursos para programas de investimento, como é o caso do Moderfrota, que terá recursos de R$ 1 bilhão até dezembro. Ele ressalta, também, a importância do Proger Rural (Programa de Geração de Emprego e Renda), que atenderá produtores que se encontram entre a agricultura familiar e a agricultura comercial, com áreas de até 15 módulos fiscais e renda bruta anual de até R$ 60 mil, até agora sem programas específicos de financiamento.

Para facilitar o acesso do produtor ao programa, os Sindicatos Rurais servirão de base de apoio.Também caberá aos Sindicatos a responsabilidade de coletar informações de cada propriedade e alimentar o banco de dados da Planejar, que disponibilizará ao Ministério da Agricultura.

SINDICATO RURAL DE MACEIÓ

A diretoria do Sindicato Rural de Maceió, com sede na Rua Dr. Rocha Cavalcante, 161 – Jaraguá, nesta cidade, fone: (82) 327-0949 AVISA aos seus associados e demais produtores rurais, que a partir do dia de 1º de julho, seu horário de funcionamento será das 14:00 Às 18:00 horas.

INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 30/06 a 06/07/2002)

Fontes de informação - Associação dos Criadores de Alagoas, Ideral, Sindicato do Leite de Alagoas, Agronal, Prococo, Sococo, Granja Carnaúba e Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool/AL.

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 46,00 a 47,00 MILHO (60 kg) SC DE 16,20 a 17,00
VACA PARA ABATE Arroba DE 42,00 a 44,00 MANDIOCA Ton. DE 40,00 a 45,00
PORCO Arroba DE 33,00 a 35,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 9,00 a 10,00
OVINO Quilo DE 4,50 a 4,60      
FRANGO VIVO Quilo DE 1,15 a 1,20 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE 14, 00 a 15,00
LEITE Litro  0,36 (preço básico)  COCO Um
Kg

0,40 a 0,50
0,65 a 0,70

OVO TIPO EXTRA Caixa 39,00 SOJA (50 kg) SC 32,00 a 33,00
INHAME Arroba DE 15,00 a 17,50 BATATA DOCE (60KG) SC DE 18, 00 a 20,00
      FEIJÃO CARIOCA (60KG) SC DE 85, 00 a 100,00
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO FINAL DE 1 KG DE ATR (JUNHO/2002) EM R$: R$ 0,2265

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 06.07.2002