NOTICIÁRIO DA FAEAL/SENAR - SEMANA DE 23/06/2002 A 29/06/2002


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EXPEDIENTE AO GOVERNADOR RONALDO LESSA
As Federações da Agricultura, Indústria e Comércio, apreensivas com os recentes acontecimentos envolvendo movimentos ditos sociais, de sem-terra, transmitiram ao Excelentíssimo Governador Ronaldo Lessa, a preocupação da classe produtiva, com referência ao sistema de segurança do Estado de Alagoas. O texto do referido expediente encontra-se no site desta Federação.
COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO - CONAB
Transcrevemos abaixo, correspondência enviada a esta Federação pela Gerência da CONAB/UC Maceió:
"Exmo. Senhor Álvaro Arthur Lopes de Almeida, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas - Vimos por intermédio deste, apresentar os nossos mais sinceros agradecimentos pelo apoio e solidariedade às nossas reivindicações, com o objetivo de que a Unidade de Comercialização da CONAB Alagoas permanecesse em atividade, mesmo com a determinação concreta da Empresa, de sua extinção. A atuação de V. Excia, nesse pleito, foi fundamental para estancar o processo devastador de esvaziamento dos estoques dos programas, principalmente o Programa Venda em Balcão, que favorece essencialmente a pequenos e médios criadores no desenvolvimento sustentado de nossa região. É com muita satisfação que, hoje, vemos os estoques sendo repostos e os consumidores voltando a comprar numa rotina gratificante, onde podemos observar parte do Projeto Social do governo sendo cumprido. Cordialmente, Manacés Calheiros Filho - Gerente CONAB/UC Maceió".

FATURAMENTO DA AGROPECUÁRIA CRESCE 9,2% EM 2002
O cálculo do Valor Bruto da Produção (VBP) para os primeiros quatro meses de 2002, considerando os 25 principais produtos agropecuários, sinaliza preços de comercialização nesta safra melhores do que os que vigoraram em 2001. Esse indicador apresenta taxa de crescimento de 9,2%, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando apresentava tendência de queda real de faturamento bruto para o setor. Vale ressaltar que essa elevada taxa de crescimento para o primeiro quadrimestre de 2002 não deverá se manter pelo restante do ano. Em 2001, os preços ao produtor ficaram extremamente baixos no período da safra, com taxa negativa de variação, sendo que os preços e o VBP somente se recuperaram no segundo semestre do ano. Outras taxas do VBP também indicam que: A agricultura tem a taxa mais expressiva de crescimento, de 13,4%, o que representará um aumento no faturamento das lavouras, passando de R$ 53 bilhões, em 2001, para R$ 60,2 bilhões, este ano. Soja, laranja, arroz, feijão e milho são os que mais contribuem, em termos de valor, para o aumento do VBP da agricultura. O aumento da produção, de 37,2 milhões de toneladas para 41,1 milhões de toneladas, e a elevação em cerca de 15% dos preços no mercado internacional, favorecem a elevação do faturamento bruto da soja. O VBP do produto cresce de R$ 12 bilhões, em 2001, para R$ 15,2 bilhões, em 2002. O VBP da laranja aumentou de R$ 2,4 bilhões, em 2001, para R$ 3,4 bilhões, em 2002. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando os preços foram encorajados pela quebra de safra, desta vez a pressão da demanda da indústria está permitindo a evolução dos preços, apesar do volume maior de produção. A redução dos estoques internos de arroz gera preços maiores de comercialização nesta safra, aumentando o faturamento bruto de R$ 2,9 bilhões, em 2001, para R$ 3,8 bilhões em 2002. O faturamento bruto do feijão aumenta 35,9%, passando de R$ 2,3 bilhões, em 2001, para R$ 3,0 bilhões, em 2002, em decorrência da recuperação de preços e do aumento da produção. Embora com diminuição estimada de 13,3% da produção, os preços do milho aumentaram em conseqüência dos baixos estoques internos e a continuidade da elevação da demanda pela avicultura e suinocultura. Como resultado, o VBP do produto cresce de R$ 6,7 bilhões, em 2001, para R$ 7,3 bilhões, em 2002. O aumento do faturamento do café não significa aumento da renda dos produtores. O setor apresenta o quadro mais crítico de preços entre os produtos analisados. O aumento de faturamento está sendo induzido apenas pelo crescimento da produção, pois os preços aos produtores estão sofrendo redução média de 16%, este ano. O VBP da pecuária cresceu apenas 3,4% no período, aumentando o faturamento da pecuária de R$ 38,6 bilhões, em 2001, para R$ 40 bilhões, em 2002. O aumento do faturamento bruto do setor pecuário é liderado pela evolução do VBP do frango, que cresce 11,5%, passando de R$ 7,8 bilhões, em 2001, para R$ 8,7 bilhões, em 2002. O leite é o único produto da pecuária que continua registrando queda de faturamento bruto, com redução de 6% de VBP, que cai de R$ 6,7 bilhões, em 2001, para R$ 6,3 bilhões, este ano.

INDICATIVO DE PREÇOS (semana de 23 a 29/06/2002)
Fontes de informação - Associação dos Criadores de Alagoas, Sindicato do Leite de Alagoas, Agronal, Prococo, Sococo, Granja Carnaúba e Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool/AL.

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 46,00 a 47,00 MILHO (60 kg) SC DE 16,20 a 17,00
VACA PARA ABATE Arroba DE 42,00 a 44,00 MANDIOCA Ton. DE 40,00 a 45,00
PORCO Arroba DE 33,00 a 35,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 9,00 a 10,00
OVINO Quilo DE 4,50 a 4,60      
FRANGO VIVO Quilo DE 1,25 a 1,30 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE 14, 00 a 15,00
LEITE Litro  0,36 (preço básico)  COCO Um
Kg

0,40 a 0,50
0,60 a 0,75

OVO TIPO EXTRA Caixa 39,00 SOJA (50 kg) SC 32,00 a 33,00
CANA-DE-AÇÚCAR - PREÇO LÍQUIDO FINAL DE 1 KG DE ATR (MAIO/2002) EM R$: R$ 0,2258

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 30.06.2002