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| NOTICIÁRIO
DA FAEAL/SENAR - SEMANA DE 19/05/2002 a 25/05/2002 |
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MST
INTRANQUILIZA PRODUTOR RURAL
O
produtor rural Joaquim Gomes Neto, proprietário da Fazenda
Neopóles, em Joaquim Gomes - AL, com seu imóvel
invadido pelo MST, vive momentos dramáticos. O Judiciário
já determinou, desde o dia 17/04 do corrente, a reintegração
de posse, no entanto, até a presente data a ordem judicial
não foi cumprida. Esta Federação já
entrou em contato com representantes dos direitos humanos e
da Polícia Militar para que se viabilize, no menor espaço
de tempo, a referida reintegração. Para se ter
uma idéia da irresponsabilidade desse movimento que vem
gerando truculência e vandalismo em Alagoas, a área
da propriedade em referência é inferior a permitida
para fins de reforma agrária.
SEGURO
DE RENDA COMPENSA PREJUÍZOS DOS PRODUTORES
As
Federações da Agricultura e Pecuária do
Brasil, aí incluindo a Federação da Agricultura
e Pecuária do Estado de Alagoas, comandadas pela Confederação
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), juntamente
com a Organização das Cooperativas Brasileiras
(OCB), ao apresentarem ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento a proposta do setor privado
para o Plano Agrícola e Pecuária 2002/2003, sugeriram
a criação de um seguro de renda agropecuária
e o seguro prestamista. Com esta iniciativa, o setor produtivo
buscou suprir uma lacuna existente na política agrícola
oficial, que não prevê uma cobertura adequada para
eventuais perdas de renda do produtor rural, decorrentes de
quebras de safra, redução dos preços agrícolas
ou a combinação de ambos. O único instrumento
existente - o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária)
- apenas desonera os produtores das obrigações
financeiras dos empréstimos de custeio, quando ocorre
frustração de safra ou problemas climáticos,
pragas ou doenças, não cobrindo, portanto, as
perdas dos recursos próprios dos produtores utilizados
nas lavouras. Existem diversas restrições ao seguro
privado destinado à atividade agropecuária, entre
eles: A extensão territorial do Brasil, que impõe
um custo operacional excessivamente alto às seguradoras.
A ausência de informações detalhadas por
parte dos Municípios e micro-regiões sobre as
condições climáticas e preços recebidos
pelos produtores, em cada uma destas áreas. Estas restrições
aumentam os riscos da atividade para as seguradoras privadas
e elevam consideravelmente o prêmio a ser pago pelos produtores
rurais. Devido a estas condições especiais impostas
pela produção agropecuária, o seguro rural
é subsidiado na maioria dos países desenvolvidos.
Somente nos Estados Unidos, estão previstos gastos de
US$ 8,5 bilhões para subsidiar o seguro rural dos produtores
rurais norte-americanos. No México e na Espanha, os governos
subsidiam o prêmio do seguro rural aos seus produtores.
No Brasil, as entidades do setor identificaram a necessidade
de viabilizar-se este tipo de serviço como forma de aumentar
a competitividade da produção rural frente aos
seus concorrentes. Desde o ano passado, quando ocorreu a renegociação
das dívidas rurais, o Executivo vem estudando uma proposta
de implantação do seguro rural no País
que, na prática, poderia reduzir o problema do endividamento
do setor, especificamente em relação às
dívidas originárias de perdas de produção
por problemas climáticos, doenças e pragas. Antecipando
esta discussão, a CNA e a OCB incluíram na sua
proposta de plano de safra deste ano duas sugestões de
seguro: Seguro de Renda - indenizaria o produtor de perdas na
renda decorrentes de redução da produção,
por qualquer fator climático, doenças e pragas,
ou por queda dos preços de produtos agropecuários
no mercado, ou ainda pela combinação dos dois.
Seguro Prestamista - liquidaria a dívida renegociada
dos produtores, objeto da Lei nº 10.437, em caso de morte
natural dos mutuários, evitando que essas dívidas
se transfiram para os herdeiros.
INDICATIVO DE PREÇOS - semana de 19 a 25/05/2002
Fontes de informação - Associação
dos Criadores de Alagoas, Mafrip's, Sindicato do Leite de Alagoas,
Agronal, Prococo, Sococo, Granja Carnaúba e Sindicato
dos Produtores de Açúcar e Álcool/AL.
| DESCRIÇÃO |
UN. |
PREÇO
(R$) |
DESCRIÇÃO |
UN.
|
PREÇO
(R$) |
| BOI
GORDO |
Arroba |
DE
46,00 a48,00 |
MILHO
(60 kg) |
SC |
DE
16,20 a 17,00 |
| VACA
PARA ABATE |
Arroba |
DE
44,00 a45,00 |
MANDIOCA |
Ton.
|
DE
40,00 a 45,00 |
| PORCO |
Arroba |
DE
33,00 a 35,00 |
ALGODÃO
CAROÇO (30kg) |
SC
|
DE
9,00 a 10,00 |
| FRANGO
VIVO |
Quilo |
DE
1,20 a 1,25 |
ALGODÃO
FARELO (50kg) |
SC
|
DE
14, 00 a 15,00 |
| LEITE |
Litro |
0,36
(preço básico) |
COCO |
Um
Kg |
0,37
a 0,50
0,55 |
| OVO
TIPO EXTRA |
Caixa |
36,00 |
SOJA
(50 kg) |
SC |
32,00
a 33,00 |
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CANA-DE-AÇÚCAR - Preço líquido final de
1 KG de ATR, (Maio/2002) EM R$: |
R$
0,2278 |
Matéria
publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 19.05.2002
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