NOTICIÁRIO DA FAEAL/SENAR - SEMANA DE 24/02/2002 A 02/03/2002


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CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL E PRODUTORES DE ALAGOAS SÃO CONTRA ADIÇÃO DE SORO NO LEITE

          A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil se reuniu no último dia 19, em Brasília, com representantes do setor de leite para analisar a proposta do Ministério da Agricultura sobre a criação de uma legislação para o leite modificado, que é também a adição de soro no leite. Para o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, o leite modificado é uma fraude para o consumidor que compra um produto de qualidade muito inferior por um preço, apenas, um pouco mais barato. "A CNA não vai aceitar que o consumidor seja enganado e o produtor brasileiro prejudicado. Vamos deixar claro que somos contra a venda do produto modificado, como leite, e não contra a adição do soro, apenas queremos que ele seja vendido como um composto alimentar e não como leite", afirmou Paulo Bernardes. Segundo o presidente da Comissão da CNA, o leite modificado tem 0,7% de proteínas contra 3,2% encontrados no leite sem adição de soro. Pela proposta do Ministério será permitido adicionar até 50% de soro ao leite. "A Comissão já recebeu denuncias que existem empresas que já estariam adicionando soro ao leite pasteurizado e longa vida, o que é proibido. Isso pode até se confirmar se considerarmos o crescimento de importação de soro pelo Brasil, que saltou de 13,2 mil toneladas, em 97, para 37,4 mil toneladas no ano passado" lembrou Paulo Bernardes. O prazo para os interessados se manifestarem sobre a Consulta Pública aberta pelo Ministério terminou no dia 27 de fevereiro.

          A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas, o Sindicato do Leite de Alagoas, Cooperativa do Leite de Alagoas, Associação dos Criadores de Alagoas, Núcleo de Criadores de Girolando e a Associação dos Agropecuaristas da Região Norte de Alagoas enviaram correspondência ao Dr. Luiz Carlos de Oliveira, Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, concordando com a posição da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, contrária à adição de soro no leite.

Previdência Rural - APOSENTADORIA DO PRODUTOR RURAL Nº III

Qual é o valor da contribuição?

O valor das contribuições obedece tabelas que se modificam de acordo com o salário mínimo. A contribuição varia de R$ 36,00, para o recebimento de um salário mínimo, a R$ 286,00 para o teto de benefício, no valor de R$ 1.430,00.

Quais são os tipos de aposentadoria do empregador rural?

Por idade - será concedida aposentadoria por idade aos produtores empregadores, homens, com 65 anos, e mulheres com 60 anos, desde que comprovem 120 meses de contribuição, caso o pedido seja feito em 2001. A tabela é progressiva. Para o ano de 2011, o mínimo exigido será de 180 meses de contribuição.

Por tempo de contribuição - 30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens, após 180 contribuições mensais

REUNIÃO - Será realizada amanhã, dia 4, às 8:00 horas na sede do Sindicato do Leite, no Parque da Pecuária, reunião com os produtores de leite e o Sindicato das Indústrias de Laticínios. Esta Federação se fará presente e convida os produtores de leite para participarem da mesma.

DESCRIÇÃO
UN.
PREÇO (R$)
DESCRIÇÃO UN. PREÇO (R$)
BOI GORDO Arroba DE 50,00 a 51,00 MILHO (60 kg) SC DE 15,00 a 16,20
VACA PARA ABATE Arroba DE 46,00 a 47,00 MANDIOCA Ton. DE 40,00 a 45,00
PORCO Arroba DE 40,00 a 42,00 ALGODÃO CAROÇO (30kg) SC DE 9,00 a 10,00
FRANGO VIVO Quilo DE 1,70 a 1,75 ALGODÃO
FARELO  (50kg)
SC DE14, 00 a 15,00
LEITE Litro  0,30 (preço básico)  COCO Um
Kg

0,25 a 0,28
0,40 a 0,55

OVO TIPO EXTRA Caixa 33,00 SOJA (50 kg) SC 32,00 a 33,00
CANA-DE-AÇÚCAR - Preço líquido final de 1 KG de ATR, (Janeiro/2002) EM R$: R$ 0,2295

Matéria publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, edição de 17.02.2002